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Nightwish
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08 DE SETEMBRO 2016 – COLISEU DE LISBOA
A mais emblemática e aplaudida banda de metal sinfónico regressa por fim a Portugal depois de quase uma década de ausência dos palcos nacionais!

Desde que se juntaram, no início da década de 90, uma altura em que o heavy metal mais tradicional estava supostamente morto para o mundo, os NIGHTWISH foram um dos principais responsáveis pelo renascimento do género junto das massas e, combinando de forma muito
inteligente peso bombástico, melodias sinfónicas opulentas e uma atitude com tanto de tradicional como de inovadora, conseguiram criar alguns dos momentos mais melancólicos, românticos e sonhadores de que há memória neste espectro em muito tempo. Hoje, apesar da
turbulência que tiveram de contornar ao longo dos últimos anos, mantêm-se sem paralelo; sensuais, tocantes e esmagadores na beleza que emana da música que fazem. 

É exatamente essa postura sem precedentes, tantas vezes imitada mas nunca igualada, que os músicos liderados por Tuomas Holopainen vão trazer de regresso a Portugal quando, no próximo dia 8 de Setembro, subirem ao palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa. 

Um concerto único, que materializa simultaneamente um muito aguardado retorno a território nacional e a estreia de Floor Jansen como vocalista do grupo por cá.

No momento em que quatro miúdos e uma menina, todos com ar imberbe e aspeto de terem acabado de sair do liceu, subiram pela primeira vez ao palco do lendário clube de rock Lepakko, em Helsínquia, ninguém poderia ter adivinhado que, uns anos depois, andariam pelo mundo a fazer tours gigantescas e, apoiados em vendas que ultrapassam os seis dígitos, numa das mais bem-sucedidas bandas alguma vez saídas da Terra dos Mil Lagos. 

Desde o momento em que, corria o ano de 1997, lançaram «Angels Fall First», o álbum de estreia, os NIGHTWISH continuaram a evoluir de forma gradual, inspirando-se numa enorme vontade de criar algo único que lhes permitiu irem-se descolando das comparações mais óbvias que se pudessem colar às primeiras gravações. Depois, com lançamentos como «Oceanborn» e «Wishmaster», afirmarem-se como uma voz a ter em conta num cenário em que, mais vezes do que seria desejável, o facilitismo criativo tende a ser confundido com talento. Sustentado no enorme génio criativo do timoneiro Tuomas Holopainen, com o quatro longa-duração, «Century Child», de 2002, o coletivo oriundo de Kitee afastou-se de vez das suas referências mais óbvias, criando uma sonoridade muito própria que, durante os anos seguintes, acabaria por influenciar toda uma vaga de novos grupos apostados em misturar o peso do heavy metal com os ambientes majésticos e envolventes da música sinfónica. O épico «Once», editado em 2004, quebrou todas as barreiras e fê-los chegar de uma vez por todas ao mainstream, afirmando-os como um enorme fenómeno de popularidade à escala mundial.

Durante a década seguinte, apesar de terem tido de batalhar com alguma instabilidade desde que se separaram da carismática Tarja Turunen em 2005, os NIGHTWISH não mais pararam de crescer, sendo hoje uma das poucas bandas que, apesar de se levarem muito a sério,
conseguem manter inalterada a essência épica do power metal através da composição inteligente de canções carregadas de atmosferas envolventes e emoções profundas. E sim, o virtuosismo sempre foi um dos segredos do seu sucesso, mas feitas as contas, a música que se
ouve em álbuns como «Dark Passion Play», «Imaginaerum» ou «Endless Forms Most Beautiful» afirma-se como muito mais que apenas uma mera demonstração auto-indulgente de proficiência técnica, invocando mundos de sonho e fazendo com que o ouvinte se perca no
tempo e no espaço, entre visões e tentações, amor e devoção, enquanto aspira a novas fronteiras criativas. Tem sido, de resto, essa capacidade de adaptação e mutação que os tem destacado sempre dos seus pares, mantendo-os um passo à frente de toda a competição e
estabelecendo-os como um dos nomes mais aplaudidos e influentes entre todos os que tentaram tomar de assalto o panteão do metal durante as últimas décadas.

Os bilhetes para o concerto custam 32€, já à venda nos locais habituais.

Websites: 
www.nightwish.com // www.facebook.com/nightwish 

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VOA 2016
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
2016 marca o início de uma nova vida para o Vagos Open Air, com uma mudança para a área de Lisboa e o desenvolvimento de uma nova identidade.

Surgido no ano de 2009, ao longo de sete edições o festival VAGOS OPEN AIR assentou arraiais na região de Vagos e, de forma inteligente, tratou de afirmar-se como o maior evento dedicado à música pesada em Portugal. Sete anos depois, a organização opera uma mudança estratégica de localização para a área de Lisboa e o desenvolvimento de uma nova identidade, que mantém intacta a vontade de construir cartazes em que a qualidade importa mais que a quantidade. Agora sob o nome VOA e num novo local, ainda mais acessível e com maior oferta de serviços básicos que permitirá um crescimento sustentado em anos vindouros, o evento irá realizar-se na Quinta da Marialva, em Corroios, um local já com fortes ligações à música pesada, nos dias 5 e 6 de Agosto de 2016.

Mantendo a fasquia da qualidade bastante alta como é, de resto, seu apanágio, a organização aproveita também para anunciar que os primeiros nomes confirmados para o VOA 2016 são os suecos OPETH, os ingleses ANATHEMA e os suecos KATATONIA, três nomes de luxo e razões mais que suficientes para ansiarmos todos ainda mais pelo calor que se faz sentir habitualmente no primeiro fim-de-semana de Agosto.

Mikael Åkerfeldt e os seus OPETH passaram as últimas duas décadas e meia a labutar incessantemente – e a crescer, a vários níveis. Pelo caminho transformaram-se num dos nomes mais influentes da sua geração e acumularam um corpo de trabalho que revela, simultaneamente, uma devoção enorme pelo conceito de progressão estética e um fervoroso desejo de busca pela perfeição que, mais tarde ou mais cedo, culminará inevitavelmente na criação de um misticismo especial e na ocupação de um lugar de destaque semelhante ao que “deuses do metal” como os Black Sabbath, Led Zeppelin ou Iron Maiden ocupam hoje. Talvez a uma escala diferente, porque os tempos são obviamente outros, mas com a mesma criatividade e vitalidade. Prova disso é o facto de todos os anos tocarem para milhares de pessoas pelo mundo fora, sendo que atualmente são já um dos nomes mais consensuais no espectro da música pesada. As raízes no doom e no death metal sueco infundido de ocultismo e romantismo a pender para o obscuro são inegáveis e, ouvindo álbuns como «Orchid», «Morningrise» ou «My Arms, Your Hearse», essa abordagem nunca será razão para pedirem desculpa. Foi, no entanto, com a edição de «Still Life» e «Black Waterpark» que começaram a transformar-se no colosso que conhecemos hoje, com uma sequência irrepreensível de registos – «Deliverance», «Damnation», «Ghost Reveries», «Watershed», «Heritage» e «Pale Communion» – que os levou aos píncaros, provando que o inimitável Åkerfeldt, estratega, vocalista, guitarrista e compositor do grupo, sabe exatamente como remodelar o seu veículo artístico sem sacrificar o espírito criativo que o caracteriza desde a formação em 1990.

Ao lado dos Paradise Lost e My Dying Bride, os ANATHEMA completaram a tríade do doom britânico no início dos anos 90, ajudaram a estabelecer os parâmetros para a fusão death/doom e cimentaram-na, por direito próprio, como um subgénero da música extrema. Abraçando o imaginário gótico e cinzentão tipicamente britânico, entre lápides cobertas de musgo, os músicos de Liverpool assinaram, no espaço de quatro anos, algumas das pedras basilares do estilo. «Crestfallen», «Serenades», «Pentecost III» e «The Silent Enigma» estabeleceram a sonoridade, influenciaram toda uma geração e viram o nome da banda inscrito no panteão da música lenta e pesada. Desde «Eternity», em 1995, talvez inspirados pela imensidão de grupos que tentavam recriar o que tinham feito nos primeiros discos, optaram por uma abordagem mais melódica e atmosférica, que deu origem a outros tantos títulos um pouco diferentes mas igualmente incontornáveis e marcantes – «Alternative 4», «Judgement», «A Fine Day To Exit», «A Natural Disaster», «We're Here Because We're Here», «Weather Systems» e «Distant Satellites». Hoje, do doom inicial às paisagens encantadoras dos discos mais recentes, passando pela doce solidão que dominou grande parte dos álbuns que gravaram nos anos que rodearam a viragem de milénio, a banda britânica tem encarado sem qualquer receio ou pudor a missão a que se propôs desde muito cedo na sua carreira – transcender os limites da música como forma de arte.

Os KATATONIA cresceram muito desde que, pelas mãos de Jonas Renkse e Anders Nyström, mostraram o seu black/doom de contornos góticos ao mundo, transformando-se num dos nomes mais fascinantes e únicos surgidos do boom underground do início da década de 90. Evoluíram para tão longe das suas raízes e o que fazem é tão próprio que, atualmente, são já detentores de um estilo próprio, impossível de rotular de forma estanque. Fala-se neles e vêm logo à cabeça os leads melancólicos, carregados de camadas de delay, a parede de guitarras fortes, a secção rítmica muito sólida, o registo embargado de Renkse e os enormes refrões, revelando a sensibilidade melódica irresistível que premeia a sua música. Coisa cada vez mais rara no mundo da música pesada, o coletivo sueco tem também uma capacidade inata para escrever grandes canções. «Teargas», «Criminals», «Ghost Of The Sun», «I Am Nothing», «Deadhouse», «Evidence», «I Break», «For My Demons» – a lista de temas, daqueles que se colam ao córtex cerebral para nunca mais o voltarem a largar, emoções à flor da pele e melancolia latente em todo o seu esplendor, não é difícil de elaborar a partir de um fundo de catálogo sempre em crescendo. Quatro anos e profundas mudanças de formação após o soberbo «Dead End Kings», que mostrou os músicos de Estocolmo ainda mais entregues à melancolia urbana que tem dominado grande parte da sua já longa carreira, 2016 vai marcar por fim um muito aguardado regresso do quinteto aos discos de originais, aos palcos e a Portugal.

Os bilhetes custam 50 euros (passe dois dias) e 35,00 euros (bilhete diário), à venda nos locais habituais. Fã Pack passe + t-shirt oficial do festival à venda a partir de 20 de Janeiro.

Pontos de venda de Bilhetes:
Portugal: Ticketline (1820 - www.ticketline.sapo.pt), CTT (www.ctt.pt).
Espanha: Ticketmaster (www.ticketmaster.es), Masqueticket (www.masqueticket.com).

Links Uteis: 
Website: www.voa.rocks
Facebook: www.facebook.com/voafest
Twitter: www.twitter.com/voafest

VOA 2016


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Anthrax, Kreator, Mantar e Dark Oath
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
Anthrax, Kreator, Mantar e Dark Oath juntam-se agora aos Opeth, Anathema e Katatonia no cartaz do VOA 2016, que se realiza pela primeira vez na Quinta da Marialva, em Corroios, nos dias 5 e 6 de Agosto.

É com imenso orgulho que, na sequência na confirmação da presença do triunvirato composto pelos OPETH, ANATHEMA e KATATONIA, a organização do VOA 2016 anuncia a adição dos norte-americanos ANTHRAX ao cartaz do evento.

Parte integrante dos lendários big four do thrash, a par dos Metallica, Slayer e Megadeth, durante os anos 80 o grupo nova-iorquino foi um dos principais responsáveis pelo surgimento e propagação do género. Combinando a velocidade e fúria do hardcore com as guitarras e vozes proeminentes da N.W.O.B.H.M., a banda liderada pelos inseparáveis Scott Ian e Charlie Benante ajudou a criar todo um novo subgénero do heavy metal e, três décadas depois, continua a dar cartas com uma vitalidade impressionante. Neste Verão, mais de vinte anos depois de ter protagonizado uma incendiária atuação no Dramático de Cascais, o quinteto norte-americano vai assinar finalmente um muito aguardado regresso ao nosso país e, para o efeito, traz na bagagem a novidade «For All Kings». Além dos famosos thrashers de Yonkers vão também subir ao palco instalado na Quinta da Marialva, em Corroios, os germânicos KREATOR, porta-estandartes do género em território europeu há mais de duas décadas, os seus conterrâneos MANTAR – que assinaram um dos álbuns mais aplaudidos de 2014 com «Death By Burning» – e os DARK OATH, jovem banda nacional que promete dar que falar com a estreia «When Fire Engulfs The Earth». Recorde-se, o VOA 2016 acontece nos dias 5 e 6 de Agosto.

É muito raro que um grupo de músicos tenha uma segunda oportunidade durante a sua carreira e, no caso em questão, já se contam três; mas lá está, os ANTHRAX não são uma banda qualquer. Criado em Yonkers, Nova Iorque, no ano de 1981, o grupo acabaria por vender mais de dez milhões de discos em todo o mundo e, pelo caminho, transformou-se numa das mais inventivas e entusiasmantes respostas norte-americanas à efervescente New Wave of British Heavy Metal, que começava então a fazer chegar os seus tentáculos para lá do Atlântico.

Três décadas depois, passaram por duas fases distintas e estão a viver uma terceira vida, mas esse nem sequer é o maior feito que podem reclamar. Isto porque, além de teimosos e perseverantes, são também a banda que emprestou a sala de ensaios para os Metallica dormirem quando estavam a gravar o «Kill 'Em All», percursores do crossover, heróis incontestados para uma enorme legião de geeks de B.D. por terem imortalizado Judge Dredd com o tema «I Am The Law» em 1987 e pioneiros da fusão entre metal e hip-hop com uma versão de «Bring The Noise», a meias com os Public Enemy, lançada em 1991.

Tudo isto são, no entanto, curiosidades quando chega o momento de fazer o balanço de uma carreira pautada por uma determinação incrivelmente corajosa face a quaisquer probabilidades menos promissoras. Depois do arranque a meio gás com a estreia «Fistful Of Metal», foi «Spreading The Disease», de 1985, que os estabeleceu em todo o mundo como um nome a ter em conta. A primeira tour europeia aconteceria dois anos depois e «Among The Living», o terceiro longa-duração, entrou de rompante no top de vendas britânico, elevando-os de imediato a um status só comparável ao dos Metallica, Slayer e Megadeth. Já depois de «State Of Euphoria» e «Persistence Of Time», o grupo dá então início a uma nova fase, com John Bush a ocupar o lugar de Joey Belladonna na voz. Esta aventura deu origem a vários discos emblemáticos – como são o caso de «Sound Of White Noise» e «We've Come For You All» – e durou de 1992 a 2005, altura em que Ian e Benante decidiram voltar a recrutar Belladonna para um regresso em grande ao thrash de outrora. «For All Kings», o novo álbum da banda, tem data de edição agendada para o próximo dia 26 de Fevereiro e sucede ao muito aplaudido «Worship Music», de 2011, provando uma vez mais que os ANTHRAX são ainda tão relevantes como quando surgiram em cena.

Por esta altura, Mille Petrozza e os seus KREATOR são muitíssimo bem conhecidos do público nacional, tendo construído uma relação sólida e bastante próxima dos portugueses desde que, nos idos de 1993, se estrearam por cá num marcante concerto no Armazém 22, em Lisboa.

Quando chegou ao nosso país pela primeira vez, o quarteto – que fica hoje completo com Ventor na bateria, Christian Giesler no baixo e Sami Yli-Sirniö na segunda guitarra – já era uma figura de proa do speed/thrash germânico, parte de um triunvirato demolidor que incluía também Destruction e Sodom. Hoje são, indiscutivelmente, uma das bandas europeias mais influentes e bem-sucedidas de sempre no campeonato do peso, sendo que são também, de longe, uma das mais duradouras. A par dos conterrâneos anteriormente mencionados, os músicos oriundos de Essen pegaram no som inovador dos Metallica, juntaram-se umas pitadas do proto-black metal incendiário dos Venom, a atitude sem rodeios dos Motörhead e a perspetiva niilista que os Black Sabbath popularizaram e criaram uma descarga sem precedentes, que influenciou de forma mais que óbvia as gerações seguintes e deixou uma marca no movimento que dura até hoje. Da segunda parte dos anos 80 para a frente, Petrozza e companhia afirmaram-se como uma força a ter em conta no panorama metaleiro e, à custa de álbuns incontornáveis como «Endless Pain», «Pleasure To Kill», «Terrible Certainty», «Extreme Agression» e «Coma Of Souls», garantiram para sempre um lugar no panteão da tendência. Desde então têm vindo a solidificar de forma consistente a sua posição como um dos nomes seminais da música extrema e, apesar de uma fase mais inconstante durante a década de 90, conseguiram reinventar-se à luz do novo milénio. Agora já na sua terceira década de atividade, os KREATOR continuam a arrastar multidões sedentas de thrash por todo o mundo e a fazer digressões com mais frequência do que muitas bandas cujos elementos têm metade da sua idade... Não será fácil encontrar uma maior prova da resiliência que sempre os caracterizou.

Desde a sua criação em 2013 e do lançamento de seu primeiro álbum em 2014, os MANTAR têm vindo a afirmar-se como uma das mais talentosas e esforçadas bandas da nova geração da música extrema. Não tocava junta há sequer um ano, mas a dupla formada por Hanno e Eric, uma metade alemã e a outra turca, achou que, no seguimento de um EP, seria uma boa ideia entrar em estúdio para registar o punhado de temas que tinha escrito entretanto. A 7 de Fevereiro de 2014, percebe-se por fim o que os movia. «Death By Burning», editado pela reputada Svart Records, revelou-se quase de imediato uma baforada de ar fétido numa latrina onde há muito o ar se tinha tornado irrespirável. Derretendo num enorme caldeirão os elementos mais impactantes e sinistros do black metal, do doom e do punk, os dois músicos assinaram um manifesto de fúria primitiva não filtrada – ou, se preferirem, em estado puro. Dois músicos que soam mais pesados e poderosos que a maioria dos quartetos e quintetos que possamos conhecer, mesmo sem terem baixista na formação. Apenas bateria, guitarra e voz, afinados para a destruição. Híbrido de metal, hardcore e rock'n'roll, capaz de apelar a fãs dos Motörhead, dos Melvins ou até dos Darkthrone. São uma banda num milhão; uma exceção à regra numa cena cada vez mais formatada; músicos que não têm receio de pisar os calos dos puristas e que revelam uma força sónica avassaladora, capaz de abanar as estruturas de um prédio de pequenas dimensões.

Apoiada em atuações extremamente intensas, no vértice do espancamento old school e da modernidade que lhes corre no ADN, a dupla passou os dois últimos anos a suar as estopinhas pelo mundo fora, com digressões constantes deste e do outro lado do Atlântico, incluindo diversas passagens demolidoras por Portugal em espaços fechados. O upgrade ao palco do VOA é natural, mais um fruto do crescimento que vai dar novos frutos no mês de Abril, com a edição de «Ode To The Flame» através da gigantesca Nuclear Blast.

Com bandas como Amon Amarth, Ensiferum, Fleshgod Apocalypse e Septic Flesh entre as principais fontes de inspiração, não é difícil antever que os portugueses DARK OATH fazem música bem pesada, mas também épica, pautada por um sentimento vitorioso remanescente de outra época. De formação relativamente recente, o projeto deu os primeiros passos há seis anos quando, no Verão de 2009, os guitarristas José Bértolo e Joël Martins se juntaram pela primeira vez, dando início a uma colaboração artística que lhes permitiu começar por idealizar um conceito e, depois, dar início à sua afirmação como novo valor a ter em conta no panorama. Depois de um período inicial de composição que durou alguns meses, a dupla atira-se então à busca por outros músicos para completarem uma formação capaz de atuar ao vivo. É com Pedro Galvão sentado atrás do kit de bateria, Danilo Dias no baixo e, na voz, Carlos Pereira que se estreiam em palco em Fevereiro de 2010, numa altura em que ainda nem sequer tinham comemorado doze meses de existência. Pouco tempo depois Danilo abandona o coletivo, sendo substituído por Emerson Nunes ainda antes das gravações do EP de estreia «Under a Blackened Sky», que teve edição auto-financiada em Novembro do mesmo ano. Ainda a debaterem-se com mudanças, a banda troca de vocalista, recrutando Sara Leitão para as gravações do segundo EP, intitulado «Journey Back Home», que foi disponibilizado ao público em 2012. Já após a saída de Emerson e da entrada de Afonso Aguiar para a posição de baixista, o grupo consolida finalmente uma formação sólida, passando os próximos três anos a moldar a estreia no formato longa-duração. Agora, 2016 promete ser um ano de expansão para a banda de Coimbra, com a recente assinatura de um contrato com o selo italiano WormHoleDeath Records com vista à edição de «When Fire Engulfs The Earth», uma coleção de dez temas com raízes bem vincadas no death metal escandinavo, vertente melódica e épica.

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ANTHRAX
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
Parte integrante dos lendários big four do thrash, a par dos Metallica, Slayer e Megadeth, durante os anos 80 o grupo nova-iorquino foi um dos principais responsáveis pelo surgimento e propagação do género. Combinando a velocidade e fúria do hardcore com as guitarras e vozes proeminentes da N.W.O.B.H.M., a banda liderada pelos inseparáveis Scott Ian e Charlie Benante ajudou a criar todo um novo subgénero do heavy metal e, três décadas depois, continua a dar cartas com uma vitalidade impressionante. Neste Verão, mais de vinte anos depois de ter protagonizado uma incendiária atuação no Dramático de Cascais, o quinteto norte-americano vai assinar finalmente um muito aguardado regresso ao nosso país e, para o efeito, traz na bagagem a novidade «For All Kings». Além dos famosos thrashers de Yonkers vão também subir ao palco instalado na Quinta da Marialva, em Corroios, os germânicos KREATOR, porta-estandartes do género em território europeu há mais de duas décadas, os seus conterrâneos MANTAR – que assinaram um dos álbuns mais aplaudidos de 2014 com «Death By Burning» – e os DARK OATH, jovem banda nacional que promete dar que falar com a estreia «When Fire Engulfs The Earth». Recorde-se, o VOA 2016 acontece nos dias 5 e 6 de Agosto.

É muito raro que um grupo de músicos tenha uma segunda oportunidade durante a sua carreira e, no caso em questão, já se contam três; mas lá está, os ANTHRAX não são uma banda qualquer. Criado em Yonkers, Nova Iorque, no ano de 1981, o grupo acabaria por vender mais de dez milhões de discos em todo o mundo e, pelo caminho, transformou-se numa das mais inventivas e entusiasmantes respostas norte-americanas à efervescente New Wave of British Heavy Metal, que começava então a fazer chegar os seus tentáculos para lá do Atlântico. Três décadas depois, passaram por duas fases distintas e estão a viver uma terceira vida, mas esse nem sequer é o maior feito que podem reclamar. Isto porque, além de teimosos e perseverantes, são também a banda que emprestou a sala de ensaios para os Metallica dormirem quando estavam a gravar o «Kill 'Em All», percursores do crossover, heróis incontestados para uma enorme legião de geeks de B.D. por terem imortalizado Judge Dredd com o tema «I Am The Law» em 1987 e pioneiros da fusão entre metal e hip-hop com uma versão de «Bring The Noise», a meias com os Public Enemy, lançada em 1991. Tudo isto são, no entanto, curiosidades quando chega o momento de fazer o balanço de uma carreira pautada por uma determinação incrivelmente corajosa face a quaisquer probabilidades menos promissoras. Depois do arranque a meio gás com a estreia «Fistful Of Metal», foi «Spreading The Disease», de 1985, que os estabeleceu em todo o mundo como um nome a ter em conta. A primeira tour europeia aconteceria dois anos depois e «Among The Living», o terceiro longa-duração, entrou de rompante no top de vendas britânico, elevando-os de imediato a um status só comparável ao dos Metallica, Slayer e Megadeth. Já depois de «State Of Euphoria» e «Persistence Of Time», o grupo dá então início a uma nova fase, com John Bush a ocupar o lugar de Joey Belladonna na voz. Esta aventura deu origem a vários discos emblemáticos – como são o caso de «Sound Of White Noise» e «We've Come For You All» – e durou de 1992 a 2005, altura em que Ian e Benante decidiram voltar a recrutar Belladonna para um regresso em grande ao thrash de outrora. «For All Kings», o novo álbum da banda, tem data de edição agendada para o próximo dia 26 de Fevereiro e sucede ao muito aplaudido «Worship Music», de 2011, provando uma vez mais que os ANTHRAX são ainda tão relevantes como quando surgiram em cena.
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KREATOR
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
Por esta altura, Mille Petrozza e os seus KREATOR são muitíssimo bem conhecidos do público nacional, tendo construído uma relação sólida e bastante próxima dos portugueses desde que, nos idos de 1993, se estrearam por cá num marcante concerto no Armazém 22, em Lisboa.

Quando chegou ao nosso país pela primeira vez, o quarteto – que fica hoje completo com Ventor na bateria, Christian Giesler no baixo e Sami Yli-Sirniö na segunda guitarra – já era uma figura de proa do speed/thrash germânico, parte de um triunvirato demolidor que incluía também Destruction e Sodom.

Hoje são, indiscutivelmente, uma das bandas europeias mais influentes e bem-sucedidas de sempre no campeonato do peso, sendo que são também, de longe, uma das mais duradouras. A par dos conterrâneos anteriormente mencionados, os músicos oriundos de Essen pegaram no som inovador dos Metallica, juntaram-se umas pitadas do proto-black metal incendiário dos Venom, a atitude sem rodeios dos Motörhead e a perspetiva niilista que os Black Sabbath popularizaram e criaram uma descarga sem precedentes, que influenciou de forma mais que óbvia as gerações seguintes e deixou uma marca no movimento que dura até hoje.

Da segunda parte dos anos 80 para a frente, Petrozza e companhia afirmaram-se como uma força a ter em conta no panorama metaleiro e, à custa de álbuns incontornáveis como «Endless Pain», «Pleasure To Kill», «Terrible Certainty», «Extreme Agression» e «Coma Of Souls», garantiram para sempre um lugar no panteão da tendência. Desde então têm vindo a solidificar de forma consistente a sua posição como um dos nomes seminais da música extrema e, apesar de uma fase mais inconstante durante a década de 90, conseguiram reinventar-se à luz do novo milénio. Agora já na sua terceira década de atividade, os KREATOR continuam a arrastar multidões sedentas de thrash por todo o mundo e a fazer digressões com mais frequência do que muitas bandas cujos elementos têm metade da sua idade...

Não será fácil encontrar uma maior prova da resiliência que sempre os caracterizou.
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MANTAR
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
Desde a sua criação em 2013 e do lançamento de seu primeiro álbum em 2014, os MANTAR têm vindo a afirmar-se como uma das mais talentosas e esforçadas bandas da nova geração da música extrema. Não tocava junta há sequer um ano, mas a dupla formada por Hanno e Eric, uma metade alemã e a outra turca, achou que, no seguimento de um EP, seria uma boa ideia entrar em estúdio para registar o punhado de temas que tinha escrito entretanto.

A 7 de Fevereiro de 2014, percebe-se por fim o que os movia. «Death By Burning», editado pela reputada Svart Records, revelou-se quase de imediato uma baforada de ar fétido numa latrina onde há muito o ar se tinha tornado irrespirável. Derretendo num enorme caldeirão os elementos mais impactantes e sinistros do black metal, do doom e do punk, os dois músicos assinaram um manifesto de fúria primitiva não filtrada – ou, se preferirem, em estado puro.

Dois músicos que soam mais pesados e poderosos que a maioria dos quartetos e quintetos que possamos conhecer, mesmo sem terem baixista na formação. Apenas bateria, guitarra e voz, afinados para a destruição.

Híbrido de metal, hardcore e rock'n'roll, capaz de apelar a fãs dos Motörhead, dos Melvins ou até dos Darkthrone.

São uma banda num milhão; uma exceção à regra numa cena cada vez mais formatada; músicos que não têm receio de pisar os calos dos puristas e que revelam uma força sónica avassaladora, capaz de abanar as estruturas de um prédio de pequenas dimensões.

Apoiada em atuações extremamente intensas, no vértice do espancamento old school e da modernidade que lhes corre no ADN, a dupla passou os dois últimos anos a suar as estopinhas pelo mundo fora, com digressões constantes deste e do outro lado do Atlântico, incluindo diversas passagens demolidoras por Portugal em espaços fechados.

O upgrade ao palco do VOA é natural, mais um fruto do crescimento que vai dar novos frutos no mês de Abril, com a edição de «Ode To The Flame» através da gigantesca Nuclear Blast.

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DARK OATH
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
Com bandas como Amon Amarth, Ensiferum, Fleshgod Apocalypse e Septic Flesh entre as principais fontes de inspiração, não é difícil antever que os portugueses DARK OATH fazem música bem pesada, mas também épica, pautada por um sentimento vitorioso remanescente de outra época. De formação relativamente recente, o projeto deu os primeiros passos há seis anos quando, no Verão de 2009, os guitarristas José Bértolo e Joël Martins se juntaram pela primeira vez, dando início a uma colaboração artística que lhes permitiu começar por idealizar um conceito e, depois, dar início à sua afirmação como novo valor a ter em conta no panorama. Depois de um período inicial de composição que durou alguns meses, a dupla atira-se então à busca por outros músicos para completarem uma formação capaz de atuar ao vivo. É com Pedro Galvão sentado atrás do kit de bateria, Danilo Dias no baixo e, na voz, Carlos Pereira que se estreiam em palco em Fevereiro de 2010, numa altura em que ainda nem sequer tinham comemorado doze meses de existência. Pouco tempo depois Danilo abandona o coletivo, sendo substituído por Emerson Nunes ainda antes das gravações do EP de estreia «Under a Blackened Sky», que teve edição auto-financiada em Novembro do mesmo ano. Ainda a debaterem-se com mudanças, a banda troca de vocalista, recrutando Sara Leitão para as gravações do segundo EP, intitulado «Journey Back Home», que foi disponibilizado ao público em 2012. Já após a saída de Emerson e da entrada de Afonso Aguiar para a posição de baixista, o grupo consolida finalmente uma formação sólida, passando os próximos três anos a moldar a estreia no formato longa-duração. Agora, 2016 promete ser um ano de expansão para a banda de Coimbra, com a recente assinatura de um contrato com o selo italiano WormHoleDeath Records com vista à edição de «When Fire Engulfs The Earth», uma coleção de dez temas com raízes bem vincadas no death metal escandinavo, vertente melódica e épica.
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OPETH
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5 e 6 AGOSTO 2016 - QUINTA DA MARIALVA (CORROIOS)
Mikael Åkerfeldt e os seus OPETH passaram as últimas duas décadas e meia a labutar incessantemente – e a crescer, a vários níveis.

Pelo caminho transformaram-se num dos nomes mais influentes da sua geração e acumularam um corpo de trabalho que revela, simultaneamente, uma devoção enorme pelo conceito de progressão estética e um fervoroso desejo de busca pela perfeição que, mais tarde ou mais cedo, culminará inevitavelmente na criação de um misticismo especial e na ocupação de um lugar de destaque semelhante ao que “deuses do metal” como os Black Sabbath, Led Zeppelin ou Iron Maiden ocupam hoje.

Talvez a uma escala diferente, porque os tempos são obviamente outros, mas com a mesma criatividade e vitalidade.

Prova disso é o facto de todos os anos tocarem para milhares de pessoas pelo mundo fora, sendo que atualmente são já um dos nomes mais consensuais no espectro da música pesada. As raízes no doom e no death metal sueco infundido de ocultismo e romantismo a pender para o obscuro são inegáveis e, ouvindo álbuns como «Orchid», «Morningrise» ou «My Arms, Your Hearse», essa abordagem nunca será razão para pedirem desculpa. Foi, no entanto, com a edição de «Still Life» e «Black Waterpark» que começaram a transformar-se no colosso que conhecemos hoje, com uma sequência irrepreensível de registos – «Deliverance», «Damnation», «Ghost Reveries», «Watershed», «Heritage» e «Pale Communion» – que os levou aos píncaros, provando que o inimitável Åkerfeldt, estratega, vocalista, guitarrista e compositor do grupo, sabe exatamente como remodelar o seu veículo artístico sem sacrificar o espírito criativo que o caracteriza desde a formação em 1990.
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